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Fragrâncias

Perfumes, Práticas e Discursos

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SALUT PER ACQUAM

 

       A CAMINHO DA PRAIA DO GUINHO

Em Cascais, a caminho do Guincho, com uma vista magnífica sobre o mar, descobri o Grande Real Villa Itália Hotel & Spa. Só por si o local é soberbo.

Sentada numa das esplanadas, deixamo-me embalar pelo ruído das ondas enquanto a brisa ameniza os raios solares e um sumo natural me refresca. É só um aperitivo. Espera-me uma visita ao Real Spa Marine, verdadeiro santuário para a mente, corpo e espírito, cuja decoração me transporta para a Roma antiga onde as termas e o conceito  “Salut per acquam”, faziam parte do quotidiano da classe dominante.

 

Uma escada iluminada por velas e circundada por água, acompanha-me até à entrada do Spa. Um passo mais e entro num espaço, com mais de 1000 metros quadrados, onde se pode desfrutar dos benefícios da talassoterapia, do Hamman, da sauna da hidromassagem, duches escocês e aspersão, envolvimentos de algas, massagens de relaxamenteo, energizantes, bem como os mais variados tratamentos de rosto.

 

Aqui, tendo como pano de fundo um manancial de mosaicos e mármores belíssimos alia-se a eficácia das propriedades da água do mar à sensualidade da aromaterapia; é fácil antever momentos únicos quer a nível sensorial quer de quietude.

 

Mergulho na piscina e delicio-me com o Circuito Thalasso, onde a água do mar e os jactos direccionados nos acariciam o corpo. Sinto-me liberta e, de quando em quando, faço batota – nado por entre a água dos jactos, mergulho, brinco sob o olhar estupefacto do hidroreapeuta.

 

Estou pronta a usufruir da Real Massagem Vila Itália, uma massagem corporal completa com óleos essenciais cuja finalidade é proporcionar uma sensação de relaxamento total e profunda evasão. O ritual é rico. Começa por um banho de pés com água salpicada de rosas e um pouco de reflexologia.

 

A seguir, fecho os olhos, e entrego-me em mãos experientes para uma massagem que elimine qualquer resistência do meu corpo no caminho da paz interior. O sono chega. Não o contrario.

 

Quando acordo (ou sou acordada?), pergunto quanto tempo durou o tratamento para ter a noção do tempo dormido. Uma hora, dizem. Os olhos insistem em fechar-se quando passo a uma zona de relaxamento. Beberico uma tisana... Acordo, mais tarde, quando, alguém, me diz docemente: “está na hora de partir. O Spa vai fechar”. Levanto-me. Peço uma água e digo para os meus botões: é bom perder a noção do tempo, um verdadeiro luxo na vida actual.

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