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Fragrâncias

Perfumes, Práticas e Discursos

Fragrâncias

Perfumes, Práticas e Discursos

BELLE D' OPIUM

 

 SÍMBOLO DE LUXO, DE DESEJO E DE MODERNIDADE

 

"Eu queria dar a este perfume uma aura e uma juventude intemporais tingidas com uma sensualidade de tirar o fôlego", diz Alberto Morillas que, com Honorine Blanc, compôs Belle D'Opium o novo perfume de Yves Saint Laurent.

 

Quando tomei conhecimento do nome do novo Opium, veio-me à memória o filme “Belle de Jour” (1967/ Luis Bunuel) interpretado por Catherine  Deneuve,  a musa de Yves Saint Laurent.

 

Não sei se serviu de inspiração a Stephano Pilatti, Director Artístico YSL, ou se se trata de uma mera coincidência. Pouco importa. Belle D’Opium surge como um símbolo de luxo, de desejo e de modernidade.

 

A fragrância, menos especiada que o Opium original (1978), foi criada pelos perfumistas Honorine Blanc e Alberto Morillas e parte de uma base floral ( flores brancas, gardénia e flor de lis) salpicada com um toque de tangerina. No coração notas aveludadas de pêssego, a profundidade da pimenta e do tabaco. As notas de base misturam o sândalo, patchouli, âmbar com  "notas fumadas".

 O resultado é sofisticado, oriental, subtilmente Chipré.

 

    O frasco de linhas lineares inspirou-se no Inrô dos guerreiros do Extremo Oriente e veste-se de azul índigo - quase violeta - e ouro. Num círculo inscreve-se o nome mágico: BELLE D'OPIUM. A tampa, igualmente dourada, lembra uma meia lua.

 

 

Falemos da imagem e mensagem publicitária, dando a palavra à protagonista, Mélanie Thierry.

 

“Para interpretar Belle D’Opium, tentei exprimir um poder dócil e, simultaneamente,  felino , deixei-me ir ao sabor do encantamento. Qualquer coisa de extremo. Ao fazê-lo senti verdadeiramente que participava num projecto excepcional”.

 

Para o spot televisivo – filmado por Romain Gravas -, Mélanie, interpreta uma obra inédita do coreógrafo Akram Khan, especialista na junção da dança clássica indiana com a dança contemporânea.

“Neste projecto, comprometi-me a concentrar-me na respiração, no movimento da respiração, nas coisas mais simples, nas coisas mais profundas, o movimento das mãos, dos olhos, do pescoço. Tirei tudo o que era superficial para ir directamente ao essencial” afirma o coreógrafo.

 

O  objectivo – conseguido - era recriar a dança sensual da mítica Salomé, mostrando ao espectador a intimidade da dança, a respiração, a tensão, a textura da pele...    A música, um original, foi  composta  por Nitin Sawhney .  Vale a pena ver detalhadamente.

 

A saber:

Actriz de teatro e de cinema, Mélanie Thierry, conquistou o  “César de Meilleur Espoir Féminin”.

O filme “La Princesse de Montpensier”, no qual tem o papel principal, foi um dos nomeados para o Festival de Cannes de 2010.