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Fragrâncias

Perfumes, Práticas e Discursos

Fragrâncias

Perfumes, Práticas e Discursos

ESPECTÁCULO A NÃO PERDER

 

 

“Ao trabalhar o lado mais espiritual e quase religioso do universo de Jim Morisson, Paulo Ribeiro aborda o tema de um modo tão pouco óbvio, que me deixou margem para propor uma imagem mais ‘ácida’.

Com alusões à época, mas sem realismo, numa mistura de cores e padrões indefinidos que criam volumes e formas no encontro e reunião dos corpos.

 

A fluidez e transparência das túnicas contrasta com a firmeza das calças numa evidente intenção de em ambos os casos realçar o corpo. A imagem masculina, ainda que andrógina, é assumida aqui como ‘universal’ para os dois sexos.

Quis que o todo revelasse subtilmente algumas das mensagens que identifico no ‘discurso’ deste ícone incontornável .” José António Tenente

Acerca da coreografia de PAULO RIBEIRO

 

“Seduzido pela força da poética de Jim Morrisson, um dos ícones mais irreverentes da década de 60, e pelo disco An American Prayer, que os The Doors lançaram com poesias de Morrisson, depois da sua morte, o coreógrafo Paulo Ribeiro deixou-se conduzir pelas palavras e pela espiritualidade do músico para refletir sobre o lugar de cada indivíduo na relação com o mundo e sobre o lugar da dança.

Fiel no respeito pelo universo de Jim Morrisson, mas desprendido no resgate de uma interioridade em perigo iminente, construiu uma peça alicerçada na necessidade de cada um se repensar como coletivo e de ter tempo para se ouvir e para ser livre. Cúmplice de Morrisson, mas emancipado no jogo dos corpos, Paulo Ribeiro contraria o que chama de aniquilamento interior, alimentado pelo fantasma da insustentabilidade do mundo; provoca a apologia do coletivo e semeia alguns acidentes benévolos, feitos para agitar a perceção de quem assiste, bem ao jeito da sua dança orgânica e ativa.

 

Embebida pela vontade de romper e de transformar, a peça é habitada por sensações que se constroem e desconstroem, que orbitam em redor de uma época, de uma política, de um abandono, de uma preocupação, mas também de algo festivo e de uma Humanidade vigorosa. JIM reinvindica para a dança o lugar de sempre: o de não deixar morrer a capacidade, que existe dentro de cada um, de se transformar; a responsabilidade de se assumir como motor da sociedade e de se colocar nos interstícios de uma Humanidade que tem de mudar”.

 
PARABÉNS A PAULO RIBEIRO E JOSÉ ANTÓNIO TENENTE

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