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Fragrâncias

Perfumes, Práticas e Discursos

Fragrâncias

Perfumes, Práticas e Discursos

L'AIR DU TEMPS - NOVO DESIGN

  

PAZ, AMOR, FEMINILIDADE 

 

 

 

Le parfum est une oeuvre d’art. L’objet qui le contient doit être un chef d’œuvre"

                                             Robert Ricci

 

" Ce n’est pas un hasard que ce soit une colombe, ce n’est pas un hasard que ce soit la paix, ce n’est pas un hasard que ce soit la femme, ce n’est pas un hasard que tout cela soit de l’amour "

                                                

Philippe Starck

 

 

Estas duas citações dizem muito ou quase tudo sobre o frasco que "aprisiona" uma das fragrâncias que viraram clássicos ( leia-se intemporais) da perfumaria mundial - L'Air du Temps, de Nina Ricci.

 

Criado em 1948, L'Air du Temps, permanece como um brisa que traz até nós uma trilogia que Nina Ricci defendia – Paz, Amor e Feminilidade.

 

O perfumista Francis Baron, autor da fragrância,  deu vida a uma pirâmide olfactiva que resistiu aos tempo e às suas mutações socisais, económicas, estéticas e olfactivas.

L'Air du Temps, classificado como um "floral-especiado", revela-se uma aliança de contrários: frescura e suavidade, charme e sensualidade.

 

Nas notas de saída os aromas da bergamota, do pau- rosa, do cravo e da gardénia.

O coração aposta na feminilidade, na doçura e romantismo: rosa, jasmim, violeta e iris.

As notas de fundo são um aceno à sensualidade subtil: madeiras de cedro e sândalo, musc e âmbar

 

O frasco teve a assinatura do escultor catalão Joan Rebull, que imaginou para a sua tampa um sol gravado com uma pomba.

 

Em 1951, Robert Ricci em associação com Marc Lalique cria uma verdadeira obra de arte: duas pombas "enterlaçadas" repousam na tampa.

Uma pequena maravilha, digo eu, que parecem transmitir uma mensagem de Amor, Paz e Fraternidades Universais.

Não podemos esquecer que a Europa estava a renascer da noite que se abatera sobre ela: a Primeira e Segunda Guerra Mundiais

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A simbologia e beleza do frasco foram reconhecidas formalmente, em 1999 com o prémio:  " Frasco do Século XX".

 

As duas pombas foram mudando de cores nestas últimas décadas: tons suaves ou vivos. A sua beleza e simbologia, no entanto, mantiveram-se.

 

 

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Passados 60 anos, Nina Ricci Parfums, convida Paul Starck para resedenhar o frasco.

 

A escolha não poderia ser melhor. Philippe Starck é considerado um dos melhores designers do mundo e o seu nome está ligado às mais variadas áreas do design : objectos de grande consumo ou de luxo, mobiliário,  restaurantes, hotéis e gere a direcção artistica de futuras viagens espaciais.

Actualmente, aposta no conceito de ecologia democrática, criando as eólicas pessoais.

O designer dá uma nova visão das duas pombas: depura-as de uma forma sublime, dando-lhe um movimento que nos dá a sensação de liberdade.

 

L’Air du Temps : paz, amor, feminilidade. Liberdade de Ser e Estar.