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Fragrâncias

Perfumes, Práticas e Discursos

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Cosméticos anticelulíticos na gravidez: usar ou recusar ?

 

 

Para dar continuidade aos posts que tenho publicado, e nomeadamente desmitificar mitos sobre os cosméticos na gravidez, gostaria de abordar um que despoleta muitas dúvidas: sobre os cosméticos anticelulíticos que as grávidas podem ou não aplicar.

 A inestética celulite, que começa a evidenciar-se normalmente no 4º, 5º mês de gravidez, leva algumas grávidas a procurarem soluções na expectativa de não deixarem evoluir este problema para um estádio inexorável no pós-parto.

 

Mas…haverá efeitos secundários na utilização destes produtos?

Até que ponto estes “cosméticos”, apenas aplicados na pele, poderão através da corrente sanguínea atingir a placenta? Pois é, segundo a definição regulamentar dos produtos cosméticos nenhum cosmético poderá atravessar a barreira cutânea e atingir a circulação. O que é facto é que alguns produtos cosméticos, nomeadamente os constituídos por cafeína para aplicação corporal (ingrediente de referência nesta área, utilizado pela maior parte das marcas nas suas promessas anticelulíticas), são alvo de grande controvérsia, e não são recomendados, em geral, pela classe médica durante a gravidez, dada a não existência de estudos de segurança da sua utilização durante esta altura tão especial (embora sejam efectivamente produtos cosméticos, não foram testados na gravidez).

E em caso de dúvidas e desconfianças, nenhum profissional de saúde arriscará, com certeza, pelo que o aconselhamento deste tipo de produtos não é feito na gravidez.

Outros ingredientes extraordinários, pela sua biodisponibilidade e resultados na celulite e drenagem são os óleos essenciais em geral, destacando-se alguns em especial, como o óleo de alecrim, de cipreste, de zimbro, mas também estes, embora confiram resultados eficazes no combate à celulite pela sua duplicidade de actuação referida, devido às dúvidas que suscitam não são normalmente recomendados para um estado de gravidez.

As mesmas recomendações reportam ao pós-parto, nomeadamente durante a fase de amamentação.

 

O que fazer então?

Dentro dos produtos cosméticos disponíveis, há alguns que não contêm na sua composição, nem  cafeína, nem óleos essenciais, e que embora em termos de eficácia esta seja mais reduzida, não estará certamente em questão qual seja a prioridade na escolha. Pergunte a qualquer profissional de saúde por um destes produtos. Conseguirá com certeza pelo menos retardar o desenvolvimento da mesma com uma utilização regular, 2 vezes por dia.

 

Deixo também algumas dicas indispensáveis, mesmo que não esteja grávida, se pretende efectivamente resultados na luta contra a celulite, pois a cosmética é importante, mas não faz “milagres”:

-Beber muita água, mais de 8 copos por dia, pois a água é o melhor drenante das toxinas que se acumulam normalmente no organismo, e que associadas a retenção de água, tão característica da celulite, favorecem o desenvolvimento da mesma.

-Comer muitas frutas e vegetais, cerca de 3 a 5 peças por dia, pois a via oral chega sempre mais longe, favorecendo a eliminação do excesso de gorduras.

-Privilegiar os alimentos integrais, que contendo fibras, favorecem a eliminação das gorduras.

-Fazer caminhadas, que para além de favorecerem a drenagem, ajudam o organismo a queimar algumas calorias em excesso, estimulando a lipólise.

 

Siga estes conselhos, o seu organismo irá com certeza agradecer-lhe,

Até breve!