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Fragrâncias

Perfumes, Práticas e Discursos

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Perfumes, Práticas e Discursos

SAIBA O QUE É O COMÉRCIO JUSTO COM AS COMUNIDADES

 

 

 

 

Portugal vai aderindo lentamente ao denominado "Comércio Justo com as Comunidades".

A primeira loja abriu, em 1999, em Amarante.

 

Mas afinal como se define o CJCC?

 

Actualmente não se pode falar do Comércio Justo com as Comunidades como um movimento coeso e unido em torno de uma única identidade.

Será, segundo os especialistas, mais correcto falar de "vários" Comércios Justos que, apesar de respeitarem princípios básicos, assumem identidades distintas.

 

 

A esta "pluralidade de movimentos dentro do próprio Comércio Justo, não será estranho o seu processo de evolução, do aumento dos interesses financeiros envolvidos, da diluição dos princípios, da entrada de actores convencionais no movimento, e por reacção/oposição a esta situação, do aprofundamento da reflexão dos seus actores e da adequação às actuais problemáticas do comércio local, nacional e internacional"

 

 

PRINCIPIOS DO COMÉRCIO JUSTO

  1. O respeito e a preocupação pelas pessoas e pelo ambiente, colocando as pessoas acima do lucro;
  2. O estabelecimento de boas condições de trabalho e o pagamento de um preço justo aos produtores e produtoras (um preço que cubra os custos de um rendimento digno, da protecção ambiental e da segurança económica);
  3. A disponibilização de pré-financiamento ou acesso a outras formas de crédito;
  4. A transparência quanto à estrutura das organizações e todos os aspectos da sua actividade, e a informação mútua entre todos os intervenientes na cadeia comercial sobre os seus produtos ou serviços e métodos de comercialização;
  5. O fornecimento de informação ao consumidor sobre os objectivos do CJ, a origem dos produtos ou serviços, os produtores e a estrutura do preço;
  6.  
    A promoção de actividades de sensibilização e campanhas, quer junto dos/as consumidores/as (para realçar o impacto das suas decisões de compra), quer junto das organizações (para provocar mudanças nas regras e práticas do comércio internacional);
  7. O reforço das capacidades organizativas, produtivas e comerciais das produtoras e dos produtores através de formação, aconselhamento técnico, pesquisa de mercados e desenvolvimento de novos produtos;
  8. O envolvimento de todas as pessoas (produtores/as, voluntárias/os e empregados/as) nas tomadas de decisão que os afectam no seio das suas respectivas organizações;
                                                        
  9. A protecção e a promoção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, crianças e povos indígenas, bem como a igualdade de oportunidades entre os sexos;
  10. A protecção do ambiente e a promoção de um desenvolvimento sustentável, subjacente a todas as actividades;
  11. O estabelecimento de relações comerciais estáveis e de longo prazo;
  12. A produção tão completa quanto possível dos produtos comercializados no país de origem.
                                                                 

Nota: Imagens das lojas de Amarante e Cedofeita (Porto).

Chocolate, secagem de argão e produção de óleo de argão.