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Fragrâncias

Perfumes, Práticas e Discursos

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Perfumes, Práticas e Discursos

DE CONVENTO A PALÁCIO ... ACTUALMENTE HOTEL

 

 

Originalmente, o Mosteiro dos Loios pertenceu aos cónegos seculares de S. João Evangelista, uma Ordem detentora de ricas e valiosas alfaias em ouro e prata.

Eram conhecidos pelos frades Loios ou Elóis, por a sede ser na igreja de Sao Elói, em Lisboa.

 

 

O convento primitivo foi edificado junto à Muralha Fernandina, no século XV por ordem do bispo D. João de Azevedo que decidiu fundar no Porto um convento para os cónegos de S. João Evangelista.

Nos finais do século XVIII, o convento atingia um estado de degradação que exigia uma reformação urgente.

Assim, os Lóios resolvem iniciar as obras, onde se incluía o levantamento de uma nova fachada que ficaria voltada para o atual Passeio das Cardosas.

Foi em 1789 que começaram as obras da nova fachada, da autoria do arquiteto José Champalimaud.

 

Mas as convulsões do princípio do século XIX e a entrada de D. Pedro IV à frente do “exercito libertador”, no Porto, ditaram a fuga da Ordem Religiosa que apoiava D. Miguel, abandonando o convento e deixando as obras a meio.

 

Com a extinção da Ordem, o Mosteiro é vendido em hasta pública e comprado por Manuel Cardoso dos Santos, um burguês abastado, com fortuna feita no Brasil, e com a condição de acabar as obras da frontaria.

 

 

Passado pouco tempo, Manuel Cardoso dos Santos morre e os seus bens passam para a mulher e suas três filhas, conhecidas pelas Cardosas, razão pela qual o edifício passou a ser popularmente conhecido como O Palácio das Cardosas.

 

 

Atualmente, o edifício – inserido num dos quarteirões-piloto identificados no masterplan do Porto-Vivo – é propriedade do IGH /Intercontinental Hotels Group.