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Fragrâncias

Perfumes, Práticas e Discursos

Fragrâncias

Perfumes, Práticas e Discursos

AS FLORES COMO PAIXÃO

 

 

 

Confesso que gosto da moda assinada por Hubert de Givenchy.

 

Sou fã incondicional de algumas fragrâncias. Guardo as mais antigas religiosamente. A colecção Harvest tem um lugar especial nas minhas opções olfactivas.

 

Recordo com saudade - a minha Mãe era fã -  as suas primeiras eau de toiette -  Le De e L'Interdit-, lançadas em 1957.

 

Como fonte de inspiração para L'Interdit (e muita das suas criações) a actriz Andrey Helpburn de quem o Costureiro era grande amigo e admirador.

 

Uma beleza e elegância que nasciam no interior e se manifestavam no brilho do olhar, nos gestos perfeitos, no sorriso subtil. Acho que sorria com os olhos. Seria?

 

L'Interdit começou por ser uma fragrância personalizada, uma oferta especial para Andrey que a usava, tal talismã.  

Só no ano seguinte seria disponível ao público.

Um êxito a que se seguiram outros.

 

 

Eau de Vétyver (1959), Monsieur de Givenchy e Xéryus ( 1961) foram alguns deles.

 

A Maison Givenchy foi nos habituando, ano após ano, a fragrâncias com conceitos inovadores, a bouquets florais de rara beleza e harmonia olfactiva.

 

Quem não recorda o "casal" Amarige e L'Interdit?!

 

As palavras são como as cerejas e as memórias olfactivas são "cavalos à solta"...

 

"Desço, pois, à terra" para vos falar de uma nova fragrância Givenchy - Le Bouquet Absolut.

 

Um nome mágico pela sua simplicidade e abrangência.  

 

Uma homenagem, creio, a Hubert de Givenchy e à sua paixão pelas flores que, ao longo de décadas, materializa nas suas colecções de prêt - à -porter e Haute Couture e, obviamente, nas fragrâncias.

 

A Givenchy convida- nos, pois, a uma viagem ao coração desse mundo imaginário, um mundo em que as cores se misturam com os aromas, ora simples ora intensos. 

Um espaço de subtileza, de amor pela beleza e pela Mulher.

 

Um momento de rara beleza onde somos acariciados pelas pétalas das flores, em que podemos "beber" os seus odores plenos de frescura ou sensualidade.

 

Uma viagem olfactiva com um encontro inesperado -  Ricardo Tisci, que colaborou no conceito da fragrância e acompanhou a sua evolução criativa ao pormenor.

 

Frescura e delicadeza

O emblemático frasco em forma de prisma retrata uma flor, revelando a suavidade e delicadeza de uma fragrância floral frutada.

Nas notas de topo, o neroli que se casa com o morango selvagem e com a bergamota levemente apimentada.

Nas notas de coração, a delicadeza e feminilidade do jasmim e da orquídea - baunilha.

As notas de base, a madeira de cedro, o ambrox e o almíscar conferem à fragrância um rasto de sensualidade suave, envolvente.

 

Le Bouquet Absolu identifica-se com a mulher Givenchy, uma mulher moderna, com um charme irresistível, uma Mulher de elegância intemporal. Uma mulher em que elegância - charme - sensualidade são denominadores comuns.